USANDO O CARTÃO DE CRÉDITO A SEU FAVOR

Embora muitas pessoas tenham medo de utilizar o bom e velho cartão de crédito e até o culpem por seus problemas financeiros pessoais, ele pode ser uma ótima ferramenta, se bem utilizado. Seguem algumas dicas importantes para um uso saudável:

1)     Ao pagar com cartão de crédito, guarde sempre o canhoto. Faça um controle de todos os gastos em uma planilha até receber a fatura – Evite surpresas!

2)     Não espere a anuidade do cartão ser renovada automaticamente, procure o banco antecipadamente – muitas vezes esta tarifa pode ser negociada com desconto ou até com isenção, de acordo o perfil do cliente e relacionamento com o banco ou administradora

3)     Não se esqueça, como a maioria dos usuários, de trocar as milhas no cartão por benefícios. Geralmente, esses pontos podem ser convertidos em bilhetes aéreos, diárias de hotéis, aluguéis de carro, jantares, dentre outros.

4)     Caso não tenha desconto à vista nem no cartão de débito, opte pelo pagamento no cartão de crédito, uma vez que você compra agora e paga somente no próximo mês.  Caso seja um consumidor assíduo, um segundo ou terceiro cartão pode permitir a escolha da melhor data de compra.

5)     Gaste no cartão somente o que pode pagar. Nunca deixe uma fatura em aberto, os juros do cartão são os mais altos ( em alguns casos, ultrapassam 300% ao ano).  Caso não tenha dinheiro em conta para cobrir toda fatura, vá a um banco e pegue um empréstimo a uma taxa menor para quitar a dívida no cartão.

Boas compras, mas sempre tenha cautela…

Maiores detalhes deste assunto e outras dicas sobre finanças pessoais podem ser encontradas no  “Como Passar de Devedor para Investidor”, da Editora Cengage

Post com colaboração   Fabio Sousa que é  MBA de Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas e Sócio-diretor da FTN  (www.ftnconsultoria.com.br)

Anatel pode voltar a proibir venda de chips para celular

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderá voltar a proibir a venda de chips de celular das operadoras Tim, Claro e Oi. O presidente da Anatel, João Rezende, disse que a agência vai acompanhar a cada três meses a evolução dos investimentos e dos indicadores de qualidade do serviço prestado por essas empresas. Caso as operadoras não cumpram os compromissos assumidos, a Anatel poderá decidir por uma nova proibição das vendas.

As declarações foram feitas nesta terça-feira, em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.

“Vamos exigir das empresas um esforço concentrado na melhoria dos problemas que levaram à medida cautelar [de suspensão das vendas]. As empresas têm que acelerar, antecipar investimentos”, disse Rezende.

A suspensão das vendas começou no último dia 23 de julho e durou 11 dias. A Anatel liberou as vendas após as empresas terem se comprometido a investir R$ 20 bilhões nos próximos três anos.

Instalação de antenas
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, afirmou na audiência que haverá uma antecipação de parte desses investimentos: R$ 4 bilhões para melhoria da qualidade da cobertura e do atendimento nos call centers, que são as duas principais reclamações dos consumidores.

Levy reclamou, no entanto, de leis municipais que restringem a instalação de antenas de telefonia celular. “É preciso ter a compreensão da sociedade e dos legisladores, principalmente municipais, de nos dar facilidade. Sem a infraestrutura, sem as antenas, é impossível colocar um serviço com a qualidade que a população merece.”

Segundo Levy, há mais de 250 legislações municipais restritivas no Brasil. Ele alertou para a urgência de uma lei federal que regule o tema. “Com a chegada da tecnologia 4G, precisaremos de duas vezes mais antenas até 2017.”

Já o presidente da Anatel lembrou que cabe aos municípios regular a ocupação do solo e que, por isso, há tantas leis sobre a instalação de antenas. “Se criou o mito de que a antena de celular causa câncer. Talvez, por isso, haja restrições.”

Explicações insuficientes
O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) não ficou satisfeito com as explicações dadas na audiência. Ele disse que o presidente da Anatel não soube responder qual a diferença entre os planos de expansão anteriores e o novo plano apresentado pelas operadoras em resposta à suspensão das vendas de chip.“[O presidente da Anatel] transfere a bola para as operadoras, e as operadoras [afirmam] genericamente que mudou apenas o cronograma, que vão antecipar algumas obras.”

Imbassahy disse suspeitar que os compromissos acertados pelas operadoras com a Anatel sejam “uma atitude muito mais de marketing do que de defesa do usuário do serviço de telecomunicações”.

Em resposta ao deputado, o presidente da Anatel se comprometeu a voltar à Câmara em três meses para apresentar a evolução dos indicadores de qualidade verificados pela agência. João Rezende anunciou ainda que, a partir de novembro, a agência vai verificar a qualidade da banda larga (fixa e móvel) no País, principalmente a velocidade e a estabilidade do serviço.

Denúncias contra a TIM
Ao final da audiência pública, o presidente da Anatel comentou a suspeita de que a TIM esteja derrubando propositalmente ligações feitas por usuários do Plano Infinity, cuja cobrança é feita por chamada efetuada e não por tempo de ligação.

A fiscalização da Anatel identificou indícios desse procedimento, mas João Rezende afirmou que o relatório é preliminar. Segundo ele, o processo administrativo contra a TIM está em andamento e a empresa terá direito a defesa antes de ser julgada pelo departamento jurídico e pelo Conselho Diretor da Anatel.

A audiência desta terça-feira foi sugerida pelos deputados Francisco Floriano (PR-RJ) e Silas Câmara (PSD-AM).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Satisfação do consumidor em relação às seguradoras cai, diz ESPM

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Em julho, a satisfação do consumidor, em relação às seguradoras, registrou índice de 63,4%; queda de 4,1p.p. sobre o mês anterior

SÃO PAULO – O índice de satisfação do consumidor com as seguradoras caiu 4,1 pontos percentuais, em julho, em relação ao mês anterior, ficando em 63,4% segundo dados foram divulgados, pelo INSC (Índice Nacional de Satisfação do Consumidor). As seguradoras analisadas foram: Itauseg, Porto Seguro, Bradesco Auto e Mapfre.

No geral, o INSC apresentou ligeira alta, de 1,1 p.p.,  em relação a junho, alcançando  57,8% de satisfação. Ele é o primeiro e único indicador com informações totalmente levantadas na internet.

Os bancos, por sua vez,  registraram alta na satisfação, de 4,9 p.p., fechando julho com 47,9%. Neste caso, as instituições analisadas foram  Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil.

Setores
Veja na tabela abaixo a avaliação dos consumidores em relação aos 24 setores analisados pelo INSC:

Avaliação dos consumidores
Setor Satisfação em julho Variação sobre  o mês anterior (p.p.)
Fonte: INSC
Alimentos 85,7% – 2,2
Bebidas 84,9% – 0,4
Vestuário 79,4% + 6,3
Drogarias 79% + 3
Indústria digital 78,7% + 10,5
Supermercados 76,6% + 1,5
Farmacêutico 76,4% + 0,8
Personal care 76,1% – 8,7
Bens de consumo 74,4% – 2,4
Hospitais e laboratórios 72,5% – 0,8
Seguradoras 63,9% – 4,1
Automobilístico 63,5% + 0,9
Eletrônicos 60,2% + 2,2
Lojas de departamento 59,3% – 8
Gás 58% – 6,9
Convênios médicos 54,4% + 4,8
Construtoras 53,2% – 1,3
Aviação 52,4% – 4,1
Bancos 47,9% + 4,9
Saneamento básico 47,9% – 1,8
Energia elétrica 46,2% + 7,6
Transportes metropolitanos 43,3% + 5,9
Telefonia fixa 42,2% – 0,2
Telecom 31,4% – 2,7

O estudo
O INSC utiliza as redes sociais para coletar dados, mensurando as expressões, colhidas na web, de acordo com três pilares – qualidade percebida de produtos e serviços, expectativa do consumidor e valor percebido. O índice analisa a satisfação do consumidor em relação a 96 empresas de 24 setores da economia.

Fonte: Infomoney

Maioria dos brasileiros compromete 10% da renda com dívidas

Quase 40% dos brasileiros nesta situação possuem renda superior a R$ 9.600

SÃO PAULO – Quase 30% dos brasileiros compromete até 10% da renda com compras parceladas. Destes, 36,5% têm renda superior a R$ 9,600.

Em seguida, segundo revela a Sondagem de Expectativas do Consumidor feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), aparecem 24,8% dos brasileiros com com comprometimento da renda entre 11% e 50%. Neste caso, o destaque vai para os brasileiros com renda entre R$ 2.100 e R$ 4.800.

Os brasileiros com renda entre R$ 2.100 e R$ 4.800 aparecem novamente em destaque quando a questão é o comprometimento de 51% a 100% da renda. Dos 3,3% dos brasileiros nesta condição, a faixa representa 5,0%.

A pesquisa também revela que 0,9% dos brasileiros tem mais de 100% da renda comprometida com dívidas. Para este percentual, a maioria (3,1%) são aqueles com renda até R$ 2 mil.

Cidades
De acordo com a sondagem, 36,3% dos brasileiros com até 10% da renda comprometida com dívidas está em Recife.

A maioria dos brasileiros com comprometimento entre 11% e 50% estão concentrados em Belo Horizonte, com 30,3%.

O levantamento também mostra que Recife também lidera entre o comprometimento de 51% a 100%, com 5,4%. Já Belo Horizonte volta a aparecer no comprometimento acima de 100%, com 1,7%.

Em São Paulo, a maioria (28,5%) tem até 10% da renda comprometida com dívidas. Já 39,9% dos paulistanos disseram que não tem contas parceladas.

Fonte: Infomoney

Contribuintes agora podem pedir CPF pela internet

Para obter o dado, o interessado deve ter de 16 anos a 25 anos e possuir título de eleitor

CPF fictício

CPF fictício: atualmente, há cerca de 170 milhões de documentos equivalentes no Brasil

Brasília – Contribuintes podem, a partir desta quinta-feira, solicitar a inscrição do CPF gratuitamente pela internet no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Para obter o dado, o interessado deve ter de 16 anos a 25 anos e possuir título de eleitor. Após preencher um formulário com as informações pessoais, o CPF é gerado na hora, depois do cruzamento de dados disponíveis no Fisco e em outros órgãos do governo. O internauta deve, então, imprimir ou anotar o número, que já passa a ficar cadastrado na Receita – desde 2010, o governo não emite mais cartões de CPF.

Caso o contribuinte perca esse número, ele apenas poderá ser recuperado em uma das unidades da Receita Federal. De acordo com o subsecretário de arrecadação e atendimento do Fisco, Carlos Roberto Occaso, quem já possui um número não poderá emitir um novo. “Este é um dos serviços mais modernos do mundo que a Receita coloca à disposição do contribuinte e o sistema é blindado à fraude”, afirmou.

Atualmente, há cerca de 170 milhões de CPFs no Brasil. A expectativa é a de que 200 mil interessados obtenham o número pela internet mensalmente. Atualmente, a demanda é de 500 mil por mês. Essa diferença se dá justamente por causa da obrigação de o contribuinte apresentar título de eleitor. O documento foi escolhido como referência para fazer o cruzamento de dados, conforme o subsecretário, porque é nacional – os RGs, por exemplo, são emitidos pelos Estados. A intenção, de acordo com Occaso, é a de, no futuro, ampliar o acesso por meio de outros documentos. “Vamos avançar”, garantiu.

Fonte: Exame

Qualidade no atendimento da TV paga preocupa Anatel

Agência registrou tendência de declínio do índice de qualidade do atendimento pessoal nos últimos três meses e promete cobrar com rigidez das prestadoras no segundo semestre

Considerando a expansão da base de assinantes do serviço de TV paga registrada no último período no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está satisfeita com a média de 80% no cumprimento das metas de qualidade, definidas pela resolução 411/2005. Mas a queda de dois dos índices de qualidade da prestação do serviço de TV por assinatura preocupa a agência, que promete rigidez.

O cumprimento do índice que mede o atendimento a solicitações de reparo, por exemplo, está com tendência de queda desde 2010, o que deve motivar a agência reguladora a emitir ofícios requerendo explicações e medidas das prestadoras de serviço. O atendimento, conforme resolução, deve ser feito em 24h em 90% dos casos e nenhum dos reparos devem ocorrer após 48 horas.

“Vamos cobrar com bastante rigidez no segundo semestre”, afirmou Rodrigo de Campos Conceição, responsável pela Gerência Operacional de Atendimento ao Assinante da Anatel, durante o congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA).

Outro ponto de alerta e que merece acompanhamento da agência é a tendência de queda no cumprimento ao índice de atendimento pessoal. Segundo a regra, o tempo de espera, quando do comparecimento ao centro de atendimento das prestadoras, não poderá ser superior a 20 minutos em 95% dos casos. Atualmente, 92% dos casos são atendidos dentro deste prazo.

Mas um dos maiores problemas da Anatel é a irregularidade no Índice de Ligações Atendidas. “Existe um problema de cumprimento e nós precisamos de um índice estável”, afirma Conceição. Ele afirma que está chamando o mercado para que aponte um padrão. “Temos montado um grupo de estudo específico para buscar a estabilidade. Vou convocar as prestadoras para entender as especificidades do índice”. A Anatel mantém um Plano de Ação com duas prestadoras de serviço na tentativa de melhorar o Índice de Ligações Atendidas. Segundo a regra, 85% das ligações devem ser atendidas em 20 segundos e 95% das ligações precisam ser feitas em 60 segundos.

Fonte: Telesíntese

Preços de produtos no e-commerce ficam 7,67% mais baratos em 12 meses

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De acordo com Índice Fipe Buscapé, categoria que apresentou maior queda foi a de eletrônicos, com -15,03%

SÃO PAULO – Os preços ao consumidor no comércio eletrônico ficaram, em média, 7,67% mais baratos entre julho de 2011 e julho de 2012, segundo o Índice Fipe Buscapé, divulgado nesta quinta-feira (2).

Na análise das categorias, as que apresentaram queda mais acentuada de preços nos últimos 12 meses foram a de eletrônicos (-15,03%) e moda/acessórios (14,24%).

As categorias telefonia e fotografia, que também disputaram o orçamento do consumidor no segmento de bens duráveis, também registraram deflação no período, de 13,76% e 11,12%, respectivamente.

Julho
Na análise mensal, de modo geral, os preços recuaram 0,74%, na comparação entre julho com o mês anterior.

Considerando-se o peso na composição do índice, os produtos cujas variações de preços tiveram mais impacto para o recuo geral foram: moda/acessório (-2,85%), telefonia (-1,63%), eletrônicos (-1,45%), fotografia (-1,02%), casa e decoração (-0,97%), informática (-0,48%), eletrodomésticos (-0,15%) e esporte/lazer (-0,07%).

Sobre o indicador
O Índice Fipe Buscapé foi desenvolvido com metodologia da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a partir de uma análise detalhada de dados recolhidos do Buscapé e da e-bit. O indicador visa atender o interesse de diversos públicos (varejistas, consumidores, importadores, financiadoras, entre outros), que não tinham acesso a dados detalhados de preços praticados nas lojas on-line.

Fonte: Infomoney

Brasil terá caixas eletrônicos para realização de transações de câmbio

Conselho Monetário Nacional aprova realização de transação eletrônica de compra e venda de moeda estrangeira no País

SÃO PAULO – O Brasil está próximo de receber os primeiros caixas eletrônicos para realização de transações de Câmbio. Com a autorização do CMN (Conselho Monetário Nacional) para instalação de máquinas de compra e venda de moeda estrangeira em locais de grande circulação por bancos ou casas de câmbio, as instituições já começam a se programara para implementar essa nova ferramenta no País.

Atualmente, as Hess Latam é a empresa que irá implantar esse equipamento no Brasil. Segundo o diretor presidente da empresa, Demilson Guilhem o funcionamento é similar ao de um caixa eletrônico convencional.

A Hess ForEx, como é chamada, permite realizar a atividade de câmbio 24 horas por dia.

O usuário pode incluir até 15 tipos diferentes de moedas e receber até três tipos na hora da troca. Tudo depende da configuração instalada por quem adquire a máquina. Seu manuseio é simples, sendo possível atualizar a taxa de câmbio de cada moeda estrangeira e avaliar as transações realizadas em tempo real.

Para realizar a transação basta inserir a cédula de origem, realizar a identificação pessoal e selecionar a moeda que deseja comprar. O equipamento realiza a leitura precisa da moeda inserida e já faz cotação do dia.

A legislação brasileira exige que qualquer valor de transação de moeda financeira tenha uma identificação para evitar os crimes de lavagem de dinheiro.

Guilhen explica que esse equipamento já está instalado em 40 países principalmente Europa, Ásia e Oceania.

Cartão de débito e on-line
Também é possível comprar com o cartão de débito ou pela internet. Para fazer a compra de moeda on-line o procedimento é similar a uma transação de compra de ingresso pela internet. O usuário efetua a compra pelo site da casa de câmbio e recebe um PIN que de ser inserido no caixa eletrônico onde será liberadas as cédulas.

Negociações
Segundo Guilhen, as negociações com as casas de câmbios e bancos já estão em andament e em curto prazo já será possível estimar uma data para a instalação desses pontos eletrônicos de venda de câmbio.

“Posso assegurar que temos negociações dos grandes players do mercado de câmbio e muito em breve essa ferramenta já estará disponível para os brasileiros”, ressalta Guilhen

Fonte: Infomoney

Microsoft não é responsável por conteúdo de e-mails transmitidos por seus usuários

ImagemA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a Microsoft não deve ser responsabilizada pela veiculação de mensagens consideradas ofensivas à moral de usuário, e que a impossibilidade de identificação do remetente da mensagem não configura defeito na prestação do serviço de correio eletrônico denominado Hotmail.

O caso começou com ação de indenização ajuizada por usuário contra a Microsoft Informática Ltda., sob a alegação de ter sido alvo de ofensas veiculadas em e-mail encaminhado a terceiros por intermédio do serviço de correio eletrônico Hotmail.Houve o prévio ajuizamento de medida cautelar, com o objetivo de identificar o responsável pela mensagem difamatória e bloqueá-lo. A Justiça concedeu liminar na medida cautelar.Ausência de falha

A sentença julgou o pedido improcedente, entendendo que não houve falha no serviço prestado pela Microsoft, sendo a culpa exclusiva do usuário do correio eletrônico. Os pedidos da medida cautelar foram julgados procedentes, com a ressalva de que todas as determinações judiciais foram, na medida do possível, atendidas pela Microsoft.

O usuário apelou, mas o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou a sentença, entendendo que a Microsoft não pode ser responsabilizada pelo conteúdo difamatório do e-mail enviado por terceiro mal intencionado, salvo se estivesse se recusando a identificá-lo, o que não ocorreu.

No STJ, a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, destacou que a fiscalização prévia, pelo provedor de correio eletrônico, do conteúdo das mensagens enviadas por cada usuário não é atividade intrínseca ao serviço prestado, de modo que não se pode reputar defeituoso o site que não examina e filtra os dados e imagens encaminhados.

“O dano moral decorrente de mensagens, com conteúdo ofensivo, enviadas pelo usuário via e-mail não constitui risco inerente à atividade dos provedores de correio eletrônico, de modo que não se lhes aplica a responsabilidade objetiva prevista no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil”, afirmou Andrighi.

Impossibilidade de identificação 

Segundo a ministra, por mais que se diga que um site é seguro, a internet sempre estará sujeita à ação de hackers, que invariavelmente conseguem contornar as barreiras que gerenciam o acesso a dados.

Assim, a impossibilidade de identificação da pessoa responsável pelo envio da mensagem ofensiva não caracteriza, necessariamente, defeito na prestação do serviço de provedoria de e-mail, não se podendo tomar como legítima a expectativa da vítima, enquanto consumidora, de que a segurança imputada a esse serviço implicaria a existência de meios de individualizar todos os usuários que diariamente encaminham milhões de e-mails.

“Mesmo não exigindo ou registrando os dados pessoais dos usuários do Hotmail, a Microsoft mantém um meio suficientemente eficaz de rastreamento desses usuários, que permite localizar o seu provedor de acesso (este sim com recursos para, em tese, identificar o IP do usuário), medida de segurança que corresponde à diligência média esperada de um provedor de correio eletrônico”, concluiu a ministra.

A decisão da Terceira Turma foi unânime.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça

Governo lança programa que promove a entrada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Brasília – O Distrito Federal e os municípios brasileiros terão de  identificar pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre 16 e 45 anos, para participar do Programa BPC Trabalho, que visa a oferecer aos beneficiários acesso a trabalho, programas de aprendizagem e qualificação profissional.

O BPC Trabalho irá intermediar a oferta e a demanda de mão de obra de pessoas com deficiência, considerando as habilidades e os interesses dos trabalhadores e incentivando autônomos, empreendedores e cooperativas por meio do acesso a microcrédito.

Os programas de qualificação serão oferecidos pela rede federal de educação profissional e em entidades nacionais de aprendizagem, tais como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O programa foi lançado por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com os ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, e com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH). O BPC Trabalho integra o Plano Nacional dos Direitos da Pessoal com Deficiência – Viver sem Limite, de novembro de 2011.

De acordo com a portaria, o DF e os municípios serão os responsáveis por executar o programa. Deverão buscar e orientar beneficiários potencialmente interessados em participar, designar servidores, fazer o registro de encaminhamentos no âmbito do programa e garantir o acesso às pessoas com deficiência a serviços e benefícios.

Os recursos do programa serão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem).

Têm acesso ao BPC, para receber um salário mínimo (R$622), pessoas comprovadamente incapacitadas para a vida independente e o trabalho – mediante avaliação do serviço social e de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) –  cuja renda mensal familiar per capita seja inferior a um quarto de salário mínimo (cerca de R$ 155).

Esse benefício é pago pela Previdência por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas), e suspenso caso a pessoa passe a ter renda maior.

Para a coordenadora da área de direitos da pessoa com deficiência do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Priscilla Selares, apesar de a expectativa em relação ao programa ser positiva, a portaria é genérica e contraditória, pois menciona que para participar do programa a pessoa deve ter deficiência que incapacite para a vida independente e o trabalho.

De acordo com a Lei 8.742/93, que regulamenta o BPC, receberão o benefício aqueles que têm “impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”.

“A contradição está em uma medida que visa a fomentar a oferta de trabalho, mas estabelece como pré-requisito a não condição de trabalhar e de ter uma vida independente”, disse Priscilla. Segundo ela, o Programa não contempla dificuldades importantes que pessoas com deficiência enfrentam para entrar no mercado de trabalho, como a própria suspensão do BPC caso haja aumento de renda derivada do trabalho.

“Hoje, independentemente da política, o que é mais importante é ter regulamentado de forma clara a questão da suspensão. Não adianta ter a política se a pessoa não se sente segura para abrir mão do benefício. Esse aspecto faltou ser abordada de forma mais clara. A grande preocupação é essa”, explicou a coordenadora do IBDD.

Fonte: Agência Brasil